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Vídeo · Guia prático

AJA C10DA: distribuir referência e conferir terminação e ganho

Quando faltam saídas de referência em uma produção multicâmera, identifique primeiro o sinal que deseja distribuir. Dois equipamentos com BNC não necessariamente processam a mesma coisa. Guarde um diagrama com gerador, distribuidor, cabos e cada receptor; ele ajudará a localizar o que mudou se uma câmera perder o sincronismo.

Escolher o distribuidor pelo sinal recebido

Confira se a referência é analógica e quais entradas exigem terminação. Não a distribua com um splitter SDI apenas por coincidir o conector.

O manual AJA C10DA Mini-Converter v1.0r1, p. 5 descreve uma entrada analógica e seis saídas com buffers separados. Enumera referência bi-level e tri-level, NTSC/PAL, AES3-id e LTC. O diagrama distribui o sinal de entrada; não mostra geração de referência nem conversão de formato. Se não houver sinal em INPUT, não espere que C10DA o crie.

Para selecionar o equipamento, anote o tipo de sinal e consulte as entradas aceitas pelo modelo exato. Não escolhemos uma caixa apenas por ter BNC; também não indicamos controles de um Blackmagic sem identificar a variante.

Separe três caminhos no plano: imagem de programa, referência e timecode. C10DA permite distribuir LTC, mas isso não transforma LTC em genlock nem permite dedicar cada saída a um sinal diferente: as seis partem da mesma entrada. Para gerar referência, siga o guia GEN10 (em espanhol).

INPUT, saídas e DIP: conferir a etiqueta antes de conectar

Na p. 6, INPUT fica junto a OUT 5 e OUT 6; OUT 1–4 ficam do outro lado. OUT 5 e OUT 6 são saídas do distribuidor, não um loop passivo de entrada. Siga as etiquetas ao cabear e registre qual BNC alimenta cada receptor.

A mesma p. 6 define DIP 4: à esquerda, termina INPUT com 75 ohms; à direita, deixa a entrada aberta. Os DIP 3, 2 e 1 controlam ganho conforme a figura da p. 7, de –3 a +3 dB em passos de 1 dB. Leia numeração e orientação na etiqueta da unidade; não deduza pela posição em que foi montada no rack.

A tabela reproduz duas combinações de ganho e as duas posições de terminação. O ajuste de ganho corresponde ao caminho comum antes das seis saídas, conforme o diagrama da p. 5. Se alterar para uma câmera, confira também os outros ramais.

O procedimento de instalação, p. 6 começa desconectando a alimentação, continua com a conexão dos BNC e termina aplicando alimentação DC. Prepare a montagem fora do programa e guarde o estado anterior. A nota de configuração esclarece que esse modelo não tem suporte a Mini-Config: os ajustes são feitos pelos DIP.

Esta tabela corresponde a C10DA Mini-Converter. OG-C10DA é outro modelo; não transfira essas posições nem a quantidade de saídas para ele. Identifique também a unidade e sua fonte de alimentação antes do teste.

INPUT, saídas e DIP: conferir a etiqueta antes de conectar
Ajuste documentadoDIP 4DIP 3 / 2 / 1Alcance
INPUT em 75 ohms.Esquerda.Sem alteração por esse ajuste.Terminação de entrada.
INPUT aberta.Direita.Sem alteração por esse ajuste.Entrada sem terminação interna.
Ganho 0 dB.Conforme o caminho de entrada.Direita / direita / direita.Ganho comum, não por saída.
Ganho +1 dB.Conforme o caminho de entrada.Direita / esquerda / direita.Exemplo documentado; não é receita para falta de sincronismo.

Uma câmera sincroniza no caminho direto, mas perde a referência ao incluir distribuição

Se uma câmera sincroniza no caminho direto e falha após distribuir a referência, a comparação identifica apenas a mudança de caminho. Não comprova reparo por C10DA, uma posição de DIP ou mudança P/PsF. Também não são informados geração e firmware das Venice nem os ajustes completos das caixas.

Para um teste controlado, preserve o formato que funcionou no caminho direto e altere apenas o caminho. Comece com um receptor, um cabo verificado e uma saída do C10DA; registre os quatro DIP. Se sincroniza no direto e falha com distribuição, essa é a diferença observada, mas a causa ainda não está identificada. Confira INPUT, alimentação, terminação, ganho e nível no ramal.

Em um caminho direto do gerador a INPUT, sem loop nem outras cargas, propomos começar o teste com INPUT em 75 ohms e ganho 0 dB, conferindo o sinal recebido. É uma configuração de teste para esse caminho. Uma conexão em T ou cargas adicionais exigem identificar onde o sinal é terminado e como todos os equipamentos estão configurados; não copie a posição aberta do exemplo do manual sem conferir o circuito.

DIP 4 atua sobre INPUT. Não configura a terminação da entrada da câmera nem de um Ref Loop posterior. Consulte o manual de cada receptor: um ramal com loop passivo e uma entrada já terminada são caminhos diferentes. O manual C10DA revisado não prescreve terminação externa em cada saída livre.

Se houver um instrumento adequado à referência, registre o sinal na origem, em INPUT e no destino com a carga de medição identificada. Não anote apenas que há sinal: guarde forma, nível, taxa e configuração do instrumento. Evite acrescentar cargas durante a medição sem registrá-las. Um LED de alimentação aceso não comprova recebimento de referência.

Uma câmera sincroniza no caminho direto, mas perde a referência ao incluir distribuição
Comparação propostaO que manterO que registrar antes de continuar
Gerador direto a um receptor.Referência e configuração do receptor.Sincronismo, sinal recebido e cabo utilizado.
Mesmo receptor por uma saída C10DA.Referência e ajustes do receptor.INPUT, BNC de saída, DIP 4 e DIP 3–2–1; resultado.
Outra saída ou cabo, uma variável por vez.Os demais parâmetros.Qual mudança recupera ou perde sincronismo; nível, se medido.
Acrescentar os demais ramais.Configuração verificada e registro anterior.Estado de cada destino, mudanças e configuração de retorno.

Ganho: corrigir um nível medido sem ocultar um problema de conexão

Antes de aumentar ganho, confira se INPUT recebe a referência adequada e se cabos e cargas estão identificados. Se faltar sinal ou o receptor exigir outra referência, aumentar nível não resolve esse ponto. O caso Venice não comprova atenuação nem que aumentar um DIP resolva a falha.

A p. 7 oferece as combinações de DIP; a p. 8 especifica faixa e tolerância de ganho. Se a medição justificar uma mudança, anote valor anterior, novo e nível recebido em cada ramal. Os exemplos de 0 dB e +1 dB mostram ajustes possíveis; não definem, por si só, o que um cabo longo precisa.

Se apenas uma câmera falhar e as demais sincronizarem, compare o ramal e seu receptor antes de alterar o ganho comum. Se todas falharem, registre o que compartilham: fonte, entrada, ajustes e alimentação. São caminhos propostos de diagnóstico; a ficha não contém resultados executados.

Preencha a ficha C10DA de distribuição de referência, em branco, com cada comparação e sua evidência. Separe sincronismo, continuidade do conteúdo e medição de latência; um não se deduz do outro.

Integrar distribuição, câmera e processador do evento

Combine esta revisão com GEN10: geração e formatos (em espanhol), Canon C400: entrada, sincronismo e LTC (em espanhol) e FS4: formato, áudio e sincronismo (em espanhol). Preserve o modelo exato ao consultar controles e terminação.

Em um congresso com LED, gravação e streaming (em espanhol), atribua um ramal e um registro a cada receptor. Essas informações ajudam a preparar o processamento e a distribuição de vídeo. O guia VENICE MPC-3610 conforme o manual 2.0 (em espanhol) documenta referências e estados para essa edição. Identifique as câmeras, seus firmwares e as variantes Evertz ou Blackmagic da cadeia.

Perguntas frequentes

C10DA gera referência quando acabam as saídas do GEN10?

Ele precisa receber um sinal em INPUT e o distribui a seis saídas. Não gera referência nova nem converte seu formato. Anote o sinal do gerador e o que cada receptor aceita; depois atribua uma saída por ramal no plano do evento.

Um splitter com BNC serve para distribuir blackburst ou tri-level?

Confira o tipo de sinal aceito pelo modelo exato. A AJA documenta bi-level e tri-level para C10DA, com entrada analógica e seis saídas com buffers separados. O formato BNC não basta para escolher um distribuidor.

OUT 5 e OUT 6 do C10DA são um loop de entrada?

São saídas do distribuidor, como OUT 1–4. Ficam junto a INPUT, por isso convém seguir as etiquetas ao cabear. A terminação ajustável por DIP 4 corresponde a INPUT; não confunda com o funcionamento de um loop passivo de outro equipamento.

Qual DIP termina INPUT do C10DA com 75 ohms?

DIP 4: esquerda termina INPUT em 75 ohms e direita a deixa aberta, conforme p. 6. Guarde a posição e desenhe a conexão antes de alterar. Para o teste direto do gerador a INPUT, sem loop nem outras cargas, propomos começar em 75 ohms; outro caminho exige conferir cargas e terminações.

Por que conferir a distribuição se uma Venice sincroniza direto no gerador?

Preserve referência e ajustes do receptor e teste um ramal C10DA com cabo verificado. Registre entrada, saída, DIP e resultado; ainda é necessário determinar se a diferença está em conexão, nível, carga ou outro parâmetro.

Como ajusto 0 dB ou +1 dB no C10DA?

Na ordem DIP 3–2–1, 0 dB é direita/direita/direita e +1 dB direita/esquerda/direita, conforme a figura da p. 7. DIP 4 continua controlando a terminação de entrada. Guarde o ajuste anterior e escolha uma mudança de ganho a partir de medição; +1 dB não é um reparo confirmado do caso Venice.

Aumentar ganho corrige apenas a saída C10DA da câmera que falha?

O ajuste fica no caminho comum antes dos seis buffers. Uma mudança afeta os ramais; confira todos os destinos depois. Se apenas uma câmera falhar, compare primeiro saída, cabo e receptor. Não aumente ganho sem verificar qual nível falta e onde.

Preciso de Mini-Config para configurar o C10DA do rack?

O manual informa que C10DA não tem suporte a Mini-Config: terminação e ganho são ajustados pelos DIP da unidade. Identifique o modelo, guarde as posições e confira o sinal recebido após configurar. Não transfira ao C10DA controles remotos de OG-C10DA ou de outros conversores.

Fontes e manuais

Telefone+1 (786) 488-3435
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