DiGiCo SD10: MADI, Optocore e retorno das mixagens de monitor
Conexões MADI da SD10, retorno das mixagens de monitor e verificações para canais ausentes a 96 kHz ou cliques na gravação.
Preparar a SD10 e o SD Rack
Identifique a versão de software, a placa óptica, o rack e as placas de entrada e saída antes de alterar conexões ou o patch. O formato do conector não identifica o protocolo. Salve as sessões e defina quais saídas podem ser testadas em nível baixo sem afetar o evento.
Perguntas e diagnóstico
Posso conectar MADI óptico AES10 diretamente à porta HMA/Optocore de uma SD10?
Não diretamente à porta Optocore. A SD10 possui conexões MADI BNC separadas da interface Optocore; o uso de fibra não torna os dois sistemas compatíveis. HMA identifica o conector. Alguns equipamentos com HMA transportam MADI, enquanto outros fazem parte de uma rede Optocore.
Para uma fonte MADI óptica, use um conversor óptico/coaxial compatível com essa fonte para chegar a uma entrada MADI BNC da SD10. Um adaptador de conector não converte o protocolo. Para entrar por Optocore, é necessária uma interface que documente essa conversão e seja compatível com a rede instalada.
- Identifique o transmissor, os conectores e o protocolo de saída. Registre a frequência de amostragem, o formato de canais, o tipo de fibra e a especificação óptica. Confira esses dados no receptor ou conversor exato; o encaixe do cabo não comprova compatibilidade.
- Confira a placa óptica da SD10 e a versão Optocore antes de alterar um anel. Getting Started B distingue V220 para DiGiRack/MiNiRack de V221 para SD Rack, SD MiNiRack, NaNoRack e D-Rack. Essa tabela não comprova compatibilidade entre todas as versões de firmware e todos os racks.
- Para o caminho MADI BNC, prepare o cabeamento antes de ligar os equipamentos, conforme o manual. Ligue a saída coaxial do conversor à entrada MADI prevista no patch, usando cabo de 75 Ω. Não reaproveite uma conexão de backup do rack sem verificar qual redundância será perdida.
- Em Setup → Audio I/O, confira Device Type e Connection com o equipamento e a porta física. Para MADI padrão, use a identificação genérica de sockets correspondente; mudar o nome não altera o sinal. Uma conexão indicada em verde permite prosseguir com a verificação do patch, mas ainda não comprova áudio correto em todos os canais.
- Com a sessão salva e as saídas em nível seguro, confira Audio Sync e o plano de clock do sistema. O indicador OK verde detecta um clock válido mesmo quando essa fonte não está selecionada: confira também a seleção. Envie um sinal conhecido em um canal MADI e observe o medidor do canal de entrada associado. Sem link, confira protocolo, fibra, conversor e BNC. Com link, mas sem áudio, verifique o canal transmitido e o socket escolhido. Se houver cliques, confira clock e frequência de amostragem antes de mexer no EQ ou no ganho.
A mesa de monitor recebe as entradas do SD Rack pelo MADI Split, mas suas mixagens não saem pelo rack. O que falta no patch da SD10?
MADI Split fornece uma cópia das entradas do rack; sozinho, ele não devolve as mixagens de monitor. Rack Routing Mode seleciona a fonte de retorno do SD Rack. Conectar FOH a Main e outra mesa a Aux não divide automaticamente as saídas físicas entre as duas.
Se a SD10 estiver ligada ao retorno ativo do rack, uma opção é receber as mixagens de monitor por outra porta MADI e copiá-las para sockets de saída livres do SD Rack. Copy Audio realiza esse trecho sem ocupar canais de processamento. Antes de montar, confira portas disponíveis, capacidade MADI, clock e software das duas mesas; os passos abaixo tratam do retorno na SD10.
- Salve as duas sessões e desenhe separadamente o split das entradas e o retorno das mixagens. Identifique a saída física de cada bus de FOH e monitor, incluindo placa e socket. Reduza o nível das saídas afetadas antes de alterar rotas.
- No SD Rack, leia Rack Routing Mode e Rack Routing Order. RxM seleciona Main, RxX seleciona Aux e OPTO seleciona Optocore. Em AUTO com ordem MXO, o rack usa Main quando detecta um fluxo válido; depois procura Aux e Optocore. Não altere essa prioridade durante a operação para tentar somar dois retornos: um fluxo válido não significa que contenha as mixagens necessárias.
- Confira o cabo que traz as mixagens de monitor. Ele deve chegar a uma MADI IN disponível e configurada na SD10, não a uma saída MADI Split do rack. Em Audio I/O, confira o link, os sockets recebidos e as placas de saída instaladas. Se só existe o cabo que envia as entradas à mesa de monitor, ainda falta o caminho de retorno.
- Em Setup → Copy Audio, expanda a porta de entrada que recebe as mixagens e a porta de saída do SD Rack. Faça uma única cópia para um socket livre e teste antes de acrescentar outras. Uma coluna azul indica uma saída ocupada ou não atribuída à mesa. Confira a atribuição e o patch; não apague rotas de PA, gravação ou outros destinos apenas para liberar a saída.
- Teste um bus de monitor conhecido, em nível baixo, na saída física escolhida. Se o sinal chega à SD10, mas não ao socket, confira a célula de cópia, a fonte de retorno ativa do rack e as rotas de saída dos canais/buses: uma rota de saída pode sobrescrever uma cópia. Se não chega à SD10, confira o envio da mesa de monitor, o link e o clock antes de alterar o rack.
- A primeira cópia passa a ser Listen Source. Deixe Listen To Copied Audio no estado previsto para o show; ativá-lo altera a fonte ouvida pelos canais associados, exceto nas entradas protegidas com Listen Safe. Copy Audio não é recuperado ao trocar snapshots; seus ajustes permanecem na sessão. Registre o patch anterior para poder restaurá-lo. Não use Unroute All Outputs como atalho para recuperar áudio. Confira primeiro, no manual da versão instalada, quais rotas ele afeta e como restaurá-las.
- Separe esse caminho de áudio do controle dos pré-amplificadores. Em Splits & Sharing, Full Control envia ganho, phantom e pad ao rack; Receive Only recebe os ajustes sem alterá-los; Isolate interrompe a troca de controle. Defina quem controla o rack antes do ensaio. Esse ajuste não divide as saídas físicas nem substitui o retorno das mixagens.
A SD10 está a 96 kHz e faltam os canais 29–56. As conexões MADI 1A e 1B são suficientes?
Não. Um SD Rack de 56 canais a 96 kHz precisa das duas portas MADI da SD10. A nota TN294 especifica 1A + 2A ou 1B + 2B; 1A + 1B são conexões redundantes da mesma porta. A primeira porta transporta 1–28 e a segunda, 29–56. Renomear sockets ou conformar placas não acrescenta os canais que faltam no segundo link.
O painel possui quatro pares de conectores IN/OUT, mas Getting Started B descreve duas interfaces MADI com conexões redundantes. Planeje capacidade de áudio e backup separadamente. A ligação completa do rack é bidirecional: a 96 kHz, requer dois pares de cabos BNC.
- Salve o show e registre o patch antes de desconectar. Em File → Session Structure, leia a frequência da sessão; confira também o rack e o receptor. Consultar o valor não exige alterá-lo. Uma sessão a 96 kHz e um split em SYS/2 podem fornecer frequências diferentes.
- Compare o desenho com as etiquetas 1A/1B e 2A/2B no painel traseiro. Para 56 canais do SD Rack a 96 kHz, verifique se os dois blocos chegam às conexões escolhidas nas portas 1 e 2. Desenhe cada IN e OUT separadamente. Um segundo cabo de uma porta redundante não substitui a segunda porta lógica.
- Em Setup → Audio I/O, confira o dispositivo e os sockets do link. SD Rack a 96 kHz usa SMUX. Para uma interface Std MADI, confira no manual a compatibilidade com 56/64 canais e 48K Frame/SMUX ou 96K Frame/Hi-Speed. Esses nomes descrevem a organização dos dados; áudio a 96 kHz pode ser transportado em SMUX com frame de 48 kHz.
- Confira quais portas sobram para gravação, retorno de monitor e backup. Segundo TN294, 56/64 entradas e saídas a 96 kHz exigem duas portas MADI lógicas. Não trate a redundância A/B como um link adicional de capacidade completa sem verificar a implementação da mesa. Se as portas não comportarem o plano, redesenhe os caminhos antes de carregar o show.
- Durante o ensaio, envie uma fonte identificável, uma por vez, aos canais 1, 28, 29 e 56 e registre o socket recebido. Isso verifica as extremidades e a mudança de bloco; depois teste todos os canais necessários. Se faltarem 29–56, siga a segunda porta e seu patch. Se o áudio chegar aos canais errados, confira o frame de saída e o formato do receptor antes de reorganizar as pistas.
- Para gravar pelo MADI Split do SD Rack, confira Main/Aux, ON/OFF/GT, SYS/SYS/2 e o tipo MADI. A 48 kHz, selecionar 64ch não acrescenta áudio de entradas em 57–64. A 96 kHz, o modo e os blocos dependem dos ajustes de saída; registre a configuração real. Restaure o cabeamento e os ajustes salvos se um teste piorar o link.
A gravação MADI da SD10 apresenta cliques, mas Audio Sync mostra OK. O que verificar primeiro?
Confira a fonte de clock selecionada, não apenas o indicador OK. Na SD10, OK verde indica um clock válido naquela entrada, mesmo que a mesa esteja usando outra fonte. Depois confira frequência, formato MADI e cabeamento. Esse indicador não verifica o arquivo gravado nem todos os canais de áudio.
Cliques, por si só, não identificam uma falha de clock. Prepare um teste que separe o sinal de origem, o link MADI e a captura no computador. Mantenha um único plano coerente de sincronização para todo o sistema.
- Anote quando os cliques ocorrem, quais canais afetam e se também são ouvidos na mesa. No ensaio, compare uma fonte conhecida na SD10 com a pista gravada, mantendo o retorno do gravador fora do caminho de escuta. Se a fonte já contém ruído dentro da mesa, confira esse trecho antes de atribuir a falha à gravação.
- Abra Setup → Audio Sync e registre a fonte selecionada e a frequência da sessão. A SD10 aceita clock interno e referências Word Clock, AES/EBU, MADI ou Optocore, se instalado. Identifique de onde cada equipamento recebe clock. Evite um circuito em que mesa e interface esperam sincronizar uma à outra, sem referência independente.
- Em uma ligação direta com a SD10 como referência, consulte no manual da interface como seguir o MADI recebido dessa mesa. Se o sistema usa Word Clock ou Optocore, preserve esse plano: selecionar MASTER na SD10 não é uma correção automática. Issue E indica Audio Sync = Optocore para os motores conectados em operação Optocore normal.
- Compare as frequências efetivas da mesa, da interface e do projeto de gravação. A 96 kHz, confira também 56/64 canais e SMUX versus Hi-Speed. TN294 explica que formatos incompatíveis podem deslocar o áudio para canais errados. Se o sintoma for uma pista trocada, corrija o formato antes de culpar o clock.
- Com as saídas afetadas em nível seguro e o patch registrado, substitua apenas o trecho BNC suspeito por um cabo de 75 Ω verificado. Confira conectores e painéis intermediários. Se o sintoma mudar, examine esse trecho completo; se persistir, volte ao cabo original antes de testar outra variável.
- Se o problema mudar conforme a alimentação elétrica do local, solicite avaliação da instalação por pessoal qualificado. TN294 alerta que diferenças de terra podem afetar MADI coaxial. Mantenha o aterramento de proteção conectado; este teste não envolve removê-lo nem medir uma instalação energizada. Uma conversão para fibra exige identificar o conversor exato e confirmar que ele transporta MADI, como explica a primeira pergunta.
- Grave um trecho identificável, escute o arquivo e registre se os cliques se repetem. Se clock, formato e link permanecerem estáveis, mas a captura continuar falhando, siga a documentação da interface, do driver e do software de gravação. Não fixe um buffer ou uma atualização para hardware não identificado. Audio Sync é salvo com a sessão: confira-o ao recuperar o show anterior.
O que cada trecho do sistema transporta
| Trecho | O que transporta | O que não resolve sozinho |
|---|---|---|
| MADI óptico → conversor compatível → MADI BNC IN da SD10 | Áudio AES10 no formato verificado | Um adaptador passivo não converte MADI em Optocore |
| SD Rack MADI Split → mesa de monitor | Cópia das entradas; Gain Tracking conforme o ajuste do split | Não leva as mixagens de monitor de volta ao rack |
| MADI OUT da mesa de monitor → MADI IN da SD10 → Copy Audio → saída do rack ativo | Mixagens recebidas pela SD10 e copiadas para sockets livres | Exige envio, clock, capacidade e patch nas duas pontas |
| Splits & Sharing → nível de controle do rack | Permissão para controlar ganho, phantom e pad | Não divide saídas físicas entre dois retornos MADI |
Desenhe esses caminhos separadamente antes de atribuir saídas. A tabela não define números de canal para um sistema ainda não identificado.
Baixar ficha de verificação MADI e retorno das mixagens de monitorCanais e portas MADI antes de preparar o patch
Capacidade em cada sentido do link. A contagem de conectores BNC inclui entradas, saídas e redundância. TN294 rev. 3 e manuais citados.
| Caminho | Canais de áudio transportados | Portas e ajustes a verificar |
|---|---|---|
| SD10 ↔ SD Rack a 48 kHz | 56; o canal 57 transporta controle do rack | Uma porta lógica, um par IN/OUT; A/B para o plano de backup |
| SD10 ↔ SD Rack a 96 kHz | 1–28 em uma porta e 29–56 na outra | Duas portas lógicas: 1A + 2A ou 1B + 2B; dois pares IN/OUT; SMUX |
| Std MADI a 96 kHz para outro equipamento | 28 ou 32 canais por link, conforme o formato 56/64 canais | Duas portas para 56/64 canais; saída SMUX ou Hi-Speed compatível com o receptor |
| SD Rack MADI Split a 48 kHz, tipo 64ch | Áudio das entradas em 1–56; sem entradas adicionais em 57–64 | 64ch muda o tipo de frame, não acrescenta pré-amplificadores ao rack |
Verificar antes do evento
Registre modelo, software, placa óptica, rack, placas de I/O, clock e cada trecho do patch. Teste primeiro uma fonte e um socket em nível baixo; depois confira os demais destinos. Preserve as rotas iniciais para restaurar o sistema se uma alteração falhar.
Preencha cada resultado da ficha somente depois de verificá-lo no equipamento real.
As instruções de SD10 Getting Started B e da matriz Copy Audio Issue E correspondem às edições citadas. Confira se são aplicáveis ao software instalado. A tabela V220/V221 não abrange outras versões.
Defina o número de saídas e o patch com o manual da outra mesa, as placas instaladas, a frequência de amostragem e as portas disponíveis. A compatibilidade óptica exige identificar o transmissor e o conversor exatos.
Para verificar capacidade e sincronização, preencha também a ficha de canais MADI. Registre conectores A/B, portas lógicas, frequência, frame e fonte de clock; escute o arquivo de teste antes de considerar o caminho pronto.
Guias e equipamentos relacionados
- Equipos (em espanhol)
- Sonido y DJ (em espanhol)
- Cómo usar esta guía y comprobar sus ajustes (em espanhol)
- DiGiCo SD9: Audio I/O, rack sem áudio e conformação de placas
- DiGiCo Quantum338 y consolas para FOH y monitores (em espanhol)
- Sonido para eventos: micrófonos, cobertura de sala y mezclas de escenario (em espanhol)
- Panel híbrido: audio y retornos para invitados en sala y a distancia (em espanhol)
- DiGiCo SD10T (em espanhol)
- DiGiCo SD12: gravação com MGB e controle do DQ Rack
- Aluguel de som profissional para eventos em Miami
- SD Rack compartido: asignación de salidas en Optocore (em espanhol)
- SD Rack: Main, Aux y Split a 96 kHz (em espanhol)
Documentação oficial e alcance
DiGiCo SD10 Getting Started · Issue B · 2014 · V4.0.680+ — §§1.4.1–1.4.6, pp.1-7–1-10 (PDF10–13): MADI BNC, Audio I/O, versões Optocore, Copy Audio To e Rack Sharing. §1.7, p.1-14 (PDF17): Audio Sync. Edição histórica; confira o software instalado antes de alterar o sistema.
DiGiCo SD & Quantum Software Reference · Issue E · 2022 · V1528+ — §§2.12.1–2.12.4, pp.141–143: portas, conexão e controle do rack; §2.12.9, pp.147–148: Copy Audio, saídas ocupadas, Listen Source e persistência; §3.1, p.169: MADI AES10 BNC e Optocore. Os passos da matriz se referem a essa edição, não identificam o software instalado. §2.12.10, p.150: Audio Sync, indicador OK, armazenamento na sessão e clock do sistema Optocore.
DiGiCo SD Rack User Manual · Issue B — §1.5, p.1-7: splits das entradas e Gain Tracking; §§1.6.12–1.6.15, pp.1-12–1-13: Rack Routing Mode, prioridade e splits. Aplicação ao SD Rack; não transfira estes ajustes para D-Rack ou D2-Rack.
DiGiCo Purple Box — Overview: conversão CAT5/MADI para fibra; versões opticalCON, ST e HMA. Distingue conector e protocolo; não confirma compatibilidade com um transmissor não identificado nem conversão para Optocore.
DiGiCo TN294 · Revision 3 · 2013 — Revisão 3, 27 de fevereiro de 2013, pp.1–3: MADI coaxial, diferenças de terra, pares de portas, formatos 56/64 canais e SMUX/Hi-Speed. SD10 Getting Started B §1.4.1 identifica as portas da mesa. Confira as edições históricas com o software e o sistema instalados.
Sistemas de áudio
Para preparar um sistema de FOH e monitor, envie os modelos das mesas e do rack, as placas, os destinos e o diagrama de conexão previsto. Esses dados permitem revisar o escopo de equipamentos, instalação ou operação do evento.
Sistemas de áudio